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Possíveis sítios no Noroeste Argentino (NOA)
 
O vapor de água na atmosfera é o principal obstáculo nas observações astronômicas em comprimentos de ondas milimétricos e submilimétricos, degradando a sensibilidade do telescópio. Devido a que o vapor de água se encontra maiormente confinado na atmosfera inferior, o ar extremamente seco só pode ser encontrado em sítios de grande altitude. A região da Puna, com alturas superiores aos 4.000 m, comporta em princípio, as condições vantajosas para realizar tal tipo de astronomia.
 
Durante os últimos sete anos o IAR levou, en forma quase ininterrumpta, campanhas de monitoriamento da trasparência da atmosfera em dois lugares localizados no NOA, na Província de Salta. Paralelamente, foram analizados e desestimados sítios próximos às localidades de Mina Aguilar e Susques (Província de Jujuy). O instrumento utilizado para as medições da transparência é um radiômetro que opera a uma frequência de 210 GHz ("tipper"); ele foi sido fornecido pela Universidad Autónoma de México (UNAM).
 
Um dos sítios estudados encontra-se a 4.604 m acima do nível do mar (m.a.n.m.), na cordilheira de Macón, próximo à localidade de Tolar Grande, a 380 Km ao oeste da cidade de Salta. Ali determinou-se que o fator climatológico mais crítico da zona é a velocidade do vento, que pode gerar distorsões na superfície da antena e erros no apontamento.
 
Outro sítio estudado é na região de Alto Chorrillo, a 4.810 m.a.n.m. e a 16 Km de distância aproximadamente do povoado de San Antonio de los Cobres (SAC - Figura 1). Os dados obtidos até o momento indicam que as características deste último sítio seriam as mais adequadas para a instalação de um instrumento para observação nas bandas milimétrica/submilimétrica.
 
Os dados obtidos diariamente são transmitidos desde o sítio onde foi instalado o radiômetro, através de um enlace de micro-ondas até SAC e de la, por internet, até o IAR.
 
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Figura 1: Imagem Google que mostra a localização relativa de dois dos possíveis sítios para instalação da antena do projeto LLAMA, respeito do interferômetro ALMA. As distâncias norte-sul e leste-oeste entre os sítios e ALMA encontram-se indicadas. A linha preta indica a traça da estrada federal RN 51.
 
Figura 2: Distribução de opacidades para as estações de outono e inverno obtidas para ambos os sítios.
 
Ambos os sítios pre-escolhidos encontram-se em latitudes que experimentam mudanças sazonais, especialmente nos meses de verão que são mais úmidos, degradando as condições de opacidade atmosférica. A degradação tem origem na influência do fenômeno conhecido como "inverno boliviano", que gera um aumento na frequência de chuvas para essa época do ano. Este fenômeno afeta todo o altiplano (planalto chileno-argentino-boliviano), incluso a região de Chajnantor, no norte chileno, sede dos telescópios de ALMA. No entanto, ainda nesse período, ambos os sitios continuam sendo potencialmente aptos para a observação na faixa milimétrica, embora não na submilimétrica.
 
A grande altitude que exigem os sítios para realizar este tipo de astronomia, tem como contrapartida a escasez de oxigênio, que obriga a trabalhar em ambientes especialmente acondicionados com suplementos desse vital elemento, como acontece em outros observatórios a altitudes similares. Por tal motivo, o pessoal autorizado a realizar tarefas no sítio deverá trabalhar sob estritas normas de segurança, para evitar os sintomas do denominado Mal Agudo de Montanha (MAM). Pelo mesmo motivo, quartos de dormir, laboratórios e escritórios devem ser instalados a menor altitude (cidade de Salta e/ou San Antonio de los Cobres) e a operação do telescópio será realizada, preferentemente, de forma remota.
 
Alto Chorrillo
Puna
Tolar Grande
Estação meteorológica
O Telescópio LLAMA e as comunidades collas das proximidades

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